Este espaço nem ao abandono ficou porque nunca dele chegou a sair.
Entre o sobreviver todos os dias em robótica apatia vou lendo umas coisas.
Uma que me chegou às mãos foi "O Bom Inverno" do João Tordo em edição de bolso.
Sempre tive curiosidade em ler este autor mas acabava por preteri-lo...
Tem um começo com muita força, vezes houve em que pensei que me relia em voz alta,
que o autor tinha tido acesso a um dos meus diários de anos atrás, em que o discurso marcadamente existencialista consumia a minha escrita e os meus devaneios, mas depois com o introduzir dos restantes personagens e o desenrolar da narrativa foi tomando outro rumo. Passei duma identificação com o personagem para uma ligeira aversão com a história no geral, mas não conseguia largá-la.
Passaram agora algumas semanas desde que o terminei e apesar do que escrevi acima ficou-me uma saudade. Penso também naquele bosque e nos balões de ar quente. Não sei o que isso quererá dizer
mas vou ler outro dele, do autor
2013-10-09
2011-03-15
Leituras, uma actualização.
Devido ao clima social e político que se sente no país nos últimos tempos tive vontade de reler um velho conhecido :
"Recordando a Guerra Espanhola" ; George Orwell
Obs: Algumas partes não podiam ser mais actuais.
"Recordando a Guerra Espanhola" ; George Orwell
Obs: Algumas partes não podiam ser mais actuais.
2011-03-11
Leituras
Nestes últimos tempos tenho aproveitado para me cultivar, não que não o costume fazer mas convenhamos que desde que a internet começou a ser mais rápida e contribuiu para acelerar e alimentar o meu vício por blogues o número de livros lidos baixou um bocadinho. De qualquer maneira cá vai uma listinha dos últimos que li desde o início deste ano de 2011:
Comer Animais, Jonathan Safran Foer
O Big Sur e as Laranjas de Jerónimo Bosch, Henry Miler
A Literatura Nazi nas Américas, Roberto Bolaño
Histórias daqui e dali, Luis Sepúlveda
Lunar Caustic, Malcom Lowry.
Comer Animais, Jonathan Safran Foer
O Big Sur e as Laranjas de Jerónimo Bosch, Henry Miler
A Literatura Nazi nas Américas, Roberto Bolaño
Histórias daqui e dali, Luis Sepúlveda
Lunar Caustic, Malcom Lowry.
2011-02-19
Portugalidades
Apenas um desabafo acerca do meio editorial português. Não sei se os seguidores de outras publicações partilham da minha opinião mas parece-me que as últimas versões portuguesas de revistas e magazines estrangeiras são uma fraca cópia dos seus homónimos. A Vogue portuguesa, por exemplo, não consegue manter a fasquia elevada. Tem mais gralhas do que seria aceitável numa publicação com o seu renome e as produções de moda nacionais que aí figuram deixam muito a desejar. Digo isto com pesar, pois quando surgiu alegrei-me ao pensar que Portugal já era digno da revista de moda mais influente dos últimos tempos. A Vogue espanhola bate-nos ao pontos, já para não falar na italiana e francesa ou qualquer uma das outras. Por isso mesmo deixei de a comprar, por vezes sinto a tentação, mas opto por folheá-la primeiro e faço o mesmo à Vogue de "nuestros hermanos" e ainda não houve vez em que ao fazê-lo optasse pela portuguesa.
Es una lástima.
Es una lástima.
2009-11-28
2009-11-18
A morte de Bunny Munro

Começando pelos livros, ultimamente tem-me faltado a sorte de acertar com uma dessas obras que depois de lidas nos dão a força de um elixir da eterna juventude. Mas ainda assim vou mergulhando nesse mar turvo de tantas novidades que invadem o panorama editorial português, num país em que tão pouca gente lê, não consigo deixar de ficar impressionada com tanta edição nova que para aí anda. Uma das minhas últimas leituras foi o último livro de Nick Cave "A morte de Bunny Munro", como fã que sou do autor, já desde a minha puberdade, não consegui resistir, e mesmo querendo fugir aos títulos que ocupam os escaparates lá o levei "chez moi". Duas noites me levou a leitura do dito. Parece-me um retrato bastante fiel da realidade social inglesa dos dias de hoje, uma espécie de uma versão literária de "Shameless", ainda que com momentos que fazem lembrar a escrita directa de um Buckoswky com laivos de um Pedro Juan Gutièrrez agitado num "shaker" com uma pitada de Valérie Solanas (sobre esta falarei outro dia), e aí está. Lê-se bem mas acaba por ser previsível. Mas Nick, escuta, eu perdoo-te.
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